para maiores de 18 anos

23
jun 2012

Luiz Gonzaga, seu danado

 
publicado em: amor
por: Julieta Jacob
 

Engana-se quem acha que só de pamonha e canjica vive o São João. A alma dessa festa está no forró, dança que é quase um carinho. Equivale a um fungado no cangote e pode fazer arrepiar o corpo inteiro. O mestre Luiz Gonzaga viveu, amou e cantou o forró intensamente. Várias de suas músicas descrevem cenas de paquera que, para bom entendedor…

"Tá danado de bom meu compade
Tá é danado de bom
Forrozinho bonitinho,
Gostosinho, safadinho,
Danado de bom."

Adoro Forró no Escuro. Para quem vai se jogar no forró hoje e amanhã, essa música é pura inspiração. Que o seu São João tenha pamonha, canjica e fungados no cangote!

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=j1WpoQHOT5E&feature=player_embedded#![/youtube]

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22
jun 2012

Debate de especialistas

 
por: Julieta Jacob
 

Anotem na agenda: dia 27/06, às 19h, na Livraria Cultura do Paço Alfândega (Recife). A entrada é gratuita. Não conheço os participantes, mas recebi a indicação de uma amiga e já tou repassando…

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21
jun 2012

Passione

 
por: Julieta Jacob
 

O novo clipe do pernambucano Júnio Barreto é antropofágico. Na comilança de bêbados frenéticos, um dos mais famintos é o cronista e blogueiro Xico Sá (mas ele só leva fora das gatchenhas hehe – você tá ótimo, Xico!!). Isso porque Mariana Ximenes tá com dor de cotovelo, não entra no clima e prefere ficar em jejum…

O teatrólogo José Celso Martinez Corrêa introduz o clima de permissividade do clipe:

"Só a antropofagia nos une (...) O artista é fiel ao amor, à libido, à paixão, jamais a uma pessoa."

[vimeo]http://vimeo.com/44344405[/vimeo]

A direção é Lírio Ferreira e Alexandre Stocler.

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21
jun 2012

As traições de Avenida Brasil

 
por: Julieta Jacob
 

Esta semana me chamou a atenção a cena em que Carminha flagrou o marido Tufão aos beijos (era um amasso mesmo – ou sarro – como se diz pelas bandas de cá) com Monalisa. A vilã surtou completamente. Chorou, esperneou, gritou.

“Doze anos, Tufão! Não foram doze dias nem doze meses… Doze anos. Durante todo esse tempo eu só te dei apoio, amor, dedicação, fidelidadeNunca te traí, nem em pensamento, Deus é testemunha! E o que é que eu ganho em troca? O desgosto de ver o homem a quem eu dediquei parte da minha vida com outra mulher… Eu merecia isso, Tufão? Responde, sinceramente. Não encosta em mim! Você tá sujo! Você sujou o nosso amor com a sua traição... Eu quero morrer!”.

Quem acompanha a novela (ou pelo menos assiste às chamadas durante a programação) já captou que Carminha não é flor que se cheire. Antes mesmo de Tufão cair em tentação com Monalisa, ela já enfeitava a cabeça dele com muitos chifres, colocados com a ajuda de Max, amante de Carminha e cunhado de Tufão.

Mas antes que isso aqui pareça uma conversa de comadres ou uma análise crítica de teledramaturgia, irei direto ao ponto. O que me chamou a atenção, levando em consideração a cena e o contexto, é que podemos fazer um paralelo interessante com a vida real. Quando alguém, ao ser traído, tem uma reação desproporcional à ação (assim como foi a de Carminha), desconfie. Não se trata apenas de sofrimento puro e simples. Isso e sinal de que a vítima também é vilã.

As palavras que Carminha gritou para o marido, foram atiradas para ela própria, numa espécie de catarse auto-punitiva. Foi ela quem primeiro traiu, e Deus e os noveleiros de plantão são testemunhas. Não que ela pareça se arrepender disso, pois sabe-se que é uma mulher interesseira, mas é como se, ao xingar Tufão, ao jogar na cara dele todo o “apoio, amor e fidelidade” que ela (supostamente) lhe dedicou ao longo do casamento, ela consolidasse o seu próprio perdão.

É claro que Tufão não sabe das traições da esposa. Aos olhos dele, ela é apenas vítima. Mas, para Carminha, onisciente como o telespectador, a partir daquele momento, ela e Tufão estão quites. No fundo, ela sabe que os beijinhos trocados com Monalisa são café pequeno se comparados aos anos de traição e cumplicidade dela com Max. Mas, ao fazer todo o drama e posar de mulher traída de coração partido, ela cativa a atenção dos outros para si e posa de mulher honesta e fiel.

Em resumo, quanto mais a gente aponta algo de errado no outro, mais aquilo nos pertence. E quando, mesmo condenando nossas atitudes, não mudamos de comportamento, de alguma forma acabamos atraindo exatamente para nós aquilo que condenamos. Pense nisso.

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15
jun 2012

Eu e Nelson

 
por: Julieta Jacob
 

Comecei a ler o Anjo Pornográfico, livro de Ruy Castro sobre a vida de Nelson Rodrigues. Pode ser uma impressão precipitada, mas a julgar pelo que li já nas primeiras páginas, me parece que a vida do dramaturgo poderia ter sido escrita por ele próprio, de tão pitoresca e inusitada. Tem sido muito prazeroso mergulhar na vida do meu conterrâneo, especialmente quando a minha se apresenta meio vazia. Isso me leva a constatar que ler uma boa biografia é um eficaz remédio contra o tédio, o ócio inoperante, os pensamentos equivocados e a falta de criatividade.

A leitura tem também alguma função terapêutica (embora esteja bem longe de ser uma auto-ajuda): ora nos identificamos com o biografado, ora nos projetamos nele, ora o queixo cai e deixamos escapar um “caramba!” ou uma risada. A narrativa sobre a vida de Nelson, em particular, nos transforma em ansiosos mensageiros. A cada capítulo lido, dá vontade de virar para o lado e contar a alguém as artimanhas e presepadas que Nelson aprontou ao longo da vida e que são tão bem descritas por Ruy Castro. Em vez de falar do vizinho ou do colega de trabalho, experimente uma conversa sobre Nelson Rodrigues. Com certeza vai render um papo, no mínimo, bem mais proveitoso do que dedicar o mesmo tempo àquela fofoca peçonhenta, grande veneno da existência e da vida como ela é.

 

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14
jun 2012

Toda forma de amor

 
publicado em: amor
por: Julieta Jacob
 

As sociedades criam e destroem padrões e paradigmas conforme a época e a cultura vigente. Muitos deles não têm uma explicação lógica, científica, ou mesmo razoável, são baseados em superstições, tradições religiosas e morais, ou simplesmente fruto da ignorância. Da noção de “certo” e “errado” estabelecida pelo “senso comum” surgem os julgamentos infundados, mais conhecidos como preconceitos. Sem eles, toda forma de amor é possível. Livrar-se deles, só depende de cada um.

 

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13
jun 2012

A dor e a lucidez de “Precious”

 
por: Julieta Jacob
 

Como aceitar que as duas pessoas que, pela lei da natureza, seriam as nossas primeiras referências de amor, carinho e proteção são justamente aquelas responsáveis por destruir a nossa vida? Como encarar que dentro da própria casa é onde vamos sofrer as maiores violências de nossas vidas?

Preciosa, a protagonista do filme, é obrigada a lidar com essa barra-pesada desde a infância. A vida dela foi profundamente marcada pelos constantes abusos sexuais do pai e as humilhações da mãe, que a enxerga como uma rival e não como filha. Enxotada pela família e com a auto-estima detonada, Preciosa perde o senso de pertencimento e parece ficar totalmente perdida e deslocada da realidade. Para fugir da crueldade e do desamor que a perseguem, ela cria um  universo onírico e delirante onde se vê como uma super star loira, magra, famosa e invejada – cenário oposto à realidade que a circunda.

O filme nos coloca cara a cara com uma situação-padrão de abuso sexual (aquela em que o abusador é o próprio pai) e suas nuances mais perversas. Chama a atenção para um tema que não pode ser negligenciado, por mais doloroso e chocante que seja.

Quando tudo parece estar perdido, Preciosa se pergunta: “Why me?”. E, diante da ausência de resposta, ela apenas segue adiante. Viva. O que para ela, significa um renascimento, já que passou boa parte da vida sem vivê-la, apenas administrando o que lhe restava de forças para prolongar uma espécie de “sobre-morte”.

O telespectador renasce com a personagem. Precious é um filme que nos torna mais fortes e lúcidos. Para quem tem estômago forte e olhos bem abertos.

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7
jun 2012

O que é sexo?

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Essa pergunta – e outras relacionadas ao mesmo tema – ainda fazem muitos pais tremerem. De medo, vergonha, pânico, terror.

Outro dia a minha prima contou que o filho dela, de 8 anos, disse que já sabia o que era transar. “É quando o homem e a mulher namoram pelados”. Ele não acertou 100%, pois sabemos que as pessoas não precisam estar necessariamente peladas e que a transa também pode ocorrer entre pessoas do mesmo sexo. Mas, convenhamos, para um menino de apenas 8 anos, já é bastante informação. O restante ele vai aprendendo com o passar do tempo.

Quando o seu filho(a) ou sobrinho(a) chegar de supetão e fizer uma pergunta sobre sexo (perguntas assim são sempre de supetão, não espere que elas venham dentro de um contexto ou com aviso prévio), não se precipite em responder por impulso, nem ache que “isso não é hora de falar sobre esse tipo de assunto” ou que “você é pequeno demais para saber”.

A melhor resposta é devolver uma pergunta: “O que você sabe sobre isso?”. A partir do que a criança responder, você terá uma base para saber do que se trata e até onde pode ir na sua explicação. Ou ainda para saber se a pergunta da criança tem – de fato – a ver com sexo. Às vezes, a paranoia do adulto é tão grande sobre assuntos relacionados a sexualidade, que ele pode acabar exagerando ou confundindo as bolas, como no exemplo abaixo.

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5
jun 2012

O ponto G não existe, e daí?

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

Parem as máquinas, cancelem o trabalho das equipes de busca. Não haverá resgate nem salvamento. Muito menos encontro. A esperança acabou. O famoso, o incrível, o poderoso, infalível (e invisível) ponto G… não existe! Quer dizer que todos esses anos de procura foram em vão? E quem jura de pé junto que já o encontrou? Como faz para provar?

Por enquanto, quem prova que ele não passa de uma invenção é um estudo publicado no Jornal of Sexual Medicine, com base na análise de 1.800 mulheres. Trata-se do maior estudo dedicado ao ponto G, noticiou o site da revista Super Interessante.

O pioneiro no assunto foi o ginecologista alemão Ernst Gräfenberg, que em 1950 lançou ao mundo a hipótese da existência desse ponto mágico, verdadeiro gatilho do prazer feminino. E, desde então, por décadas e décadas a fio, a humanidade se dedicou à sua busca, como quem procura a caixa preta de um boeing caído no mar para esclarecer as causas da tragédia.

O médico deu a dica: “o ponto G fica em uma pequena área atrás do osso púbico perto da canal da uretra e acessível através da parede anterior da vagina”. Nem tente. Ou melhor, tente e verás que não é tão simples quanto “pegar a 2ª rua à direita depois a 1ª à esquerda e chegar na casa de muro amarelo ao lado da farmácia”. No corpo da mulher, algumas ruas têm formato de labirintos. Você pode até chegar aonde quer, mas corre um sério risco de se perder.

E perda de tempo, segundo os pesquisadores, é insistir na procura pelo ponto G. “Ele não existe”, assim como o Papai Noel e o coelhinho da Páscoa. Mas tem quem acredite, claro. Certeza é que o prazer feminino não depende exclusivamente dele. Até porque o cérebro é o nosso maior órgão sexual.

Portanto, acreditar obsessiva e paranoicamente no ponto G e considerar que ele é o responsável por fazer a mulher gozar é limitar as possibilidades de obtenção de prazer. Existem inúmeros pontos de excitação espalhados pelas zonas erógenas do corpo feminino, talvez um alfabeto inteiro não dê conta de nomeá-los.

O alvo é o prazer, não o ponto G. Achá-lo, definitivamente, não é o X da questão.

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4
jun 2012

Camisetas do amor

 
por: Julieta Jacob
 

Achei as estampas dessas camisetas da Use Huck divertidas e com um preço digno: R$ 69,00. A “vou beijar-te agora…” é puro carpe diem (adoro quando a música toca no carnaval), e a “mamãe passou açúcar – orgânico – nimim” deve fazer bem à saúde. Enfim, camisetas com frases legais são sempre bem-vindas. Inspiradas em amor e paixão, mais ainda…

Fotos: www.usehuck.com.br

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